A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (15), seis medidas provisórias que abrem créditos extraordinários para diversos ministérios. Os recursos, destinados a ações de defesa civil, reconstrução de áreas afetadas por eventos climáticos, combate a incêndios florestais, fiscalização ambiental, apoio à agricultura familiar e subvenção ao gás de cozinha, somam R$ 1.097.550.000. Os textos seguem agora para análise do Senado.

Entre as MPs, a 1347/2026 destina R$ 285 milhões ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para medidas de proteção e recuperação de municípios atingidos por desastres, com estimativa de alcance de 2,8 milhões de pessoas e mais de 71,6 mil desalojados ou desabrigados. A 1346/2026 libera R$ 20,5 milhões para a agricultura familiar no Paraná, com ações de reconstrução de habitações e apoio produtivo.

A MP 1351/2026 prevê R$ 330 milhões ao Ministério de Minas e Energia para subvenção à importação de gás liquefeito (GLP), medida que o governo atribui ao impacto do conflito no Oriente Médio sobre o preço do petróleo Brent. A operacionalização ficará a cargo da ANP; o Executivo afirma que a ação visa reduzir o preço do botijão, que registrou altas em diversas regiões do país. Outros créditos contemplam Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba e ações do Ibama e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, com R$ 337,5 milhões para prevenção e controle de incêndios.

No plano político e fiscal, o pacote tem dupla significação: atende demandas emergenciais e cria visibilidade para o governo, mas também amplia despesas pontuais e acende alerta sobre a capacidade de execução e fiscalização dos recursos. A aprovação na Câmara garante o envio ao Senado, mas a efetividade dependerá da rapidez na liberação e da transparência na aplicação — fatores que serão cobrados por gestores locais, opositores e órgãos de controle.