A Câmara dos Deputados instala nesta quarta-feira (29/4), às 14h, a comissão especial destinada a analisar a PEC que acaba com a escala 6x1. O colegiado foi montado com comando definido pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos‑PB): Alencar Santana (PT‑SP) assume a presidência e Léo Prates (Republicanos‑BA) será o relator.
Na reunião inaugural, os parlamentares devem definir o cronograma e a estratégia de tramitação. A direção do colegiado anuncia ritmo intenso — duas a três reuniões semanais — com o objetivo declarado de levar o texto ao plenário ainda no mês de maio. Há também tentativa de alinhar prazos com o Senado para evitar que a proposta fique em aberto entre as Casas.
A comissão pretende ouvir representantes de trabalhadores, empregadores, agentes econômicos e setores da sociedade antes de consolidar o parecer. Entre os pontos mais sensíveis estão a eventual compensação financeira a empresas afetadas e as regras de transição para adoção do novo regime, temas que tendem a concentrar disputas técnicas e políticas.
A opção pela celeridade, reforçada pelo simbolismo do 'mês do trabalhador', acende alerta para o governo: além de pressionar por acordo com o Senado, a proposta pode implicar custo político e impacto orçamentário que exigirão negociação com empregadores e setores produtivos. Com prazo apertado, cresce o risco de debates insuficientes sobre consequências econômicas e de resistência que dificultem aprovação consensual.