A comissão especial da Câmara Municipal de São Paulo se reúne nesta quinta-feira (29), às 16h30, para analisar o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A denúncia sustenta que a prefeitura descumpriu decisão da Justiça Eleitoral que determinou a circulação de 100% da frota de ônibus durante o segundo turno, no último domingo, quando, segundo relatos, apenas 60% dos veículos estiveram em operação por grande parte do dia.

O pedido foi protocolado no próprio domingo por vereadores do PSOL — Celso Giannazi, Amanda Paschoal e Silvia da Bancada Feminista — e agora será examinado por um grupo composto por Hélio Rodrigues (PT), Luana Alves (PSOL), Rubinho Nunes (União), Major Palumbo (PP), Kenji Ito (Podemos), Sandra Santana (MDB) e Sandra Tadeu (PL). Na noite anterior à sessão, Luana Alves organizou um protesto em frente à prefeitura; outros atos estão marcados para sexta e sábado na cidade.

Politicamente, o caso acende alerta para a gestão de Nunes: a acusação explicitamente conecta falha administrativa a um eventual impacto na participação eleitoral, o que amplia desgaste e complica a narrativa oficial de que a administração agiu dentro da lei. A mobilização de rua e o protocolo imediato da denúncia indicam pressão sobre aliados e possibilidade de custo político mais amplo, sobretudo em ano de disputa nacional e municipal sobre percepção de governança e direito de ir e vir.

A comissão pode recomendar o prosseguimento do processo ao plenário da Câmara, arquivar ou pedir mais diligências; o rito dependerá do parecer dos membros. No curto prazo, o episódio já virou tema de mobilização e de disputa política na cidade, com potencial de repercussão institucional para a prefeitura e efeitos sobre a imagem do prefeito junto à opinião pública.