O canal de WhatsApp gerido pelo deputado federal André Janones alcançou nesta sexta-feira a marca de 3 milhões de inscritos e, segundo o próprio parlamentar, atingiu a meta necessária para dar partida a uma campanha digital voltada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. Criado em 15 de abril como uma ferramenta de comunicação pessoal, o grupo tinha cerca de 50 mil participantes antes da primeira etapa da eleição e, depois do 1º turno, passou a se chamar 'Exército do Lula', transformando-se em vetor de mobilização.
A escalada no número de seguidores ocorreu em ritmo acelerado nos últimos dias: o canal ultrapassou 1 milhão na terça-feira (6), chegou a pouco mais de 2 milhões na quarta (7) e atingiu 3 milhões nesta sexta (9). A evolução expressiva em poucos dias mostra capacidade de engajamento fora dos circuitos tradicionais de campanha e comprova a intenção de Janones de construir, em ambiente privado, um núcleo de divulgação alinhado ao campo governista.
A estratégia operada dentro do grupo combina orientações práticas — como horários de postagem, parcerias entre perfis e técnicas de recirculação de conteúdo — com um formato que privilegia mensagens menos produzidas, mais próximas do cotidiano e do contato direto com eleitores. Esse modelo tende a aumentar a viralidade orgânica e a velocidade de difusão de mensagens, ações que têm efeito prático no ambiente competitivo do 2º turno.
Do ponto de vista político, o avanço reforça a capacidade organizativa do núcleo pró-Lula e complica a narrativa da oposição, ao mesmo tempo em que acende alerta sobre a necessidade de maior transparência e regras claras para o uso de plataformas privadas em campanhas eleitorais. Especialistas e autoridades eleitorais deverão acompanhar como esses instrumentos são usados — inclusive em termos de segmentação, dados e responsabilização das plataformas — para avaliar impactos no debate público e na lisura do processo.