A Polícia Federal realizou busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, em operação autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Segundo a defesa de Bolsonaro, o objetivo era localizar armas, munições, acessórios e documentos ligados ao registro de armamentos.
Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, reagiu nas redes sociais classificando a ação como perseguição. Em publicação publicada na quarta-feira, o vereador afirmou que o pai sofre 'injustiça' e denunciou o que chamou de tortura judicial, pedindo que a ação fosse interrompida.
Na mesma publicação, Carlos voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acusou, sem apresentar provas, familiares e supostos líderes de facções de manterem tratamento distinto diante de escândalos. O tom das mensagens sinaliza tentativa de politizar o episódio e mobilizar apoiadores.
Politicamente, a reação tem dupla leitura: por um lado reforça a narrativa de vítima que costuma energizar a base bolsonarista e pode ser explorada na pré-campanha; por outro, amplia a tensão entre o entorno do ex-presidente e instituições de investigação, complicando a normalização pública do caso.
A operação e a resposta pública de Carlos Bolsonaro ilustram como medidas judiciais podem rapidamente ganhar dimensão eleitoral. O episódio acende alerta para a campanha de 2026, ao mesmo tempo em que coloca em evidência o conflito entre estratégias de defesa política e o desenrolar de investigações em Brasília.