Carlos Bolsonaro disse nesta quarta-feira (29/4) que o ex‑presidente Jair Bolsonaro está 'triste' por não poder receber visitas na prisão domiciliar. No relato publicado após visita a Brasília, o filho afirma ter sido chamado a se retirar quando ultrapassou o limite de duas horas destinado a visitas de filhos.
Segundo Carlos, a regra impede que familiares mais distantes, amigos e aliados políticos mantenham contato presencial com o ex‑mandatário. Ele criticou as condições e sugeriu que a limitação tende a afastar Bolsonaro do debate público, ainda que o líder do PL, na avaliação do filho, continue envolvido em marcações políticas.
O ex‑presidente cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, medida autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes por 90 dias, após internação por broncopneumonia. Carlos também atualizou o estado de saúde: disse que os episódios de soluço têm diminuído e que uma cirurgia no ombro, consequência de queda, deverá ser marcada.
Além das questões médicas, o episódio acende alerta político: restrições às visitas podem reduzir a visibilidade e complicar a mobilização eleitoral e a interlocução com aliados. Para o PL, a limitação traz um novo elemento de pressão e exige adaptação de estratégia diante do período de prisão domiciliar e da condenação que pesa sobre Bolsonaro.