A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, conduziu no TSE a cerimônia que marca três décadas do uso da urna eletrônica no Brasil. O encontro recebeu estudantes da rede pública do Distrito Federal que ainda não têm idade para votar e buscou explicar, de forma prática, como funciona o equipamento que passou a integrar o processo eleitoral a partir da década de 1990.
Em sua fala, a ministra ressaltou que a adoção da urna visou reduzir possibilidades de fraude e tornar mais célere a apuração dos votos — objetivo que, segundo a Justiça Eleitoral, se confirmou ao longo dos anos. Cármen Lúcia também destacou o caráter universal e sigiloso do voto: cada eleitor aperta os números do candidato de forma privada, e a urna totaliza os resultados no próprio dia da votação, em um universo de cerca de 150 milhões de eleitores.
A programação combinou recursos didáticos e tecnologia: além de modelos de urnas e explicações técnicas, os alunos puderam simular o voto. Havia uma figura gigante representando o equipamento e atividades coordenadas pela equipe do TSE; em uma passagem descontraída, um estudante escolheu o número 99 orientado pelos monitores, e outro apertou 17 em momento informal da recepção.
O TSE lembrou que a urna eletrônica, desenvolvida pela Justiça Eleitoral e empregada inicialmente em 1996, passou por aprimoramentos e protocolos de auditoria que a consolidaram como pilar da logística eleitoral. A cerimônia teve também caráter pedagógico: formar futuros eleitores, demonstrar transparência no processo e reafirmar a confiabilidade do sistema que sustenta a apuração rápida e segura das eleições.