O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou que o motorista do candidato Fernando Haddad será formalmente ouvido na investigação sobre a passagem de uma viatura da Polícia Militar na noite de terça-feira (11/8). A apuração, determinada pelo próprio governador após o relato do candidato, deve reunir imagens de câmeras e depoimentos para confrontar versões sobre o episódio.
Haddad afirma que o funcionário, um pequeno empresário com família, foi seguido de forma ostensiva após deixá-lo em casa na zona sul, percorrendo cerca de cinco quilômetros e sofrendo constrangimento. O candidato pediu que as imagens de outros pontos — incluindo câmeras de hotel e do sistema Smart Sampa — sejam examinadas para esclarecer a atuação policial e, se houver conduta inadequada, uma retratação.
A Secretaria da Segurança Pública informou ter analisado cerca de 40 câmeras ao longo do trajeto descrito e destaca que gravação próxima à residência do candidato registra apenas a passagem de uma viatura por volta das 21h45, sem confirmar abordagem ou perseguição. A investigação ainda busca cruzar esses registros com dados de movimentação das viaturas e o depoimento do motorista.
O caso já ganhou contornos políticos: a troca de acusações entre Haddad e Tarcísio — que incluiu menções a supostas ligações com o tráfico durante debate — torna a apuração sensível ao timing eleitoral. A investigação técnica promete elementos objetivos, mas o desfecho pode repercutir na narrativa de campanha, na imagem das forças de segurança e no clima entre os candidatos, dependendo do que os vídeos e depoimentos comprovarem.