A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1. O relatório recebeu 23 votos favoráveis e apenas quatro contrários, entre eles senadores do PL, PP e Republicanos — o que sinaliza dissidência pontual em bancos tradicionalmente aliados ao governo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a votação nas redes e apresentou a aprovação como passo decisivo para garantir, segundo o Executivo, dois dias de repouso semanal e a jornada de 40 horas para milhões de trabalhadores. A base governista acelerou a tramitação na comissão, convertendo a iniciativa em uma das prioridades do Planalto no Congresso.

Apesar do resultado confortável na CCJ, a proposta ainda precisa ser analisada e votada em plenário para avançar. A aprovação na comissão dá fôlego político ao governo, mas não elimina riscos: a presença de votos contrários entre aliados expõe fragilidades e pode exigir negociações adicionais para evitar surpresas na fase seguinte.

Do ponto de vista político, a vitória na CCJ reforça a capacidade de articulação do Palácio, mas também aumenta a pressão para transformar o placar em aprovação plena. Para virar norma, a PEC terá de superar novas etapas legislativas — e o governo terá de manter a mobilização para garantir que o resultado da comissão se repita no plenário.