A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, reforçou nesta terça-feira (9/6), em ato do PL, seu apoio a possíveis candidaturas ao Senado da deputada Bia Kicis e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. No lançamento da pré-candidatura do distrital Thiago Manzoni à Câmara, Celina posou ao lado de Michelle e fez elogios públicos às duas bolsonaristas como opções para representar o DF na Casa Alta.

Ao discursar, a governadora evocou sua trajetória ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro e disse desejar duas mulheres do grupo no Senado. Ela também afirmou, sem detalhar, que tem enfrentado 'retaliações' por decisões tomadas à frente do Palácio do Buriti, defendendo que um governo precisa ter identidade própria e assumir responsabilidades administrativas.

O gesto é político e tem consequências concretas: a aproximação com o bolsonarismo expõe e amplia o afastamento entre Celina e o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), hoje figura central nas articulações locais. Mais do que um ato simbólico, a declaração redesenha alinhamentos no DF e complica a capacidade do poder executivo de manter uma base ampla, ao mesmo tempo em que pressiona Ibaneis em eventuais costuras eleitorais para 2026.

Fica a interrogação sobre como essas movimentações afetarão a governabilidade e a gestão cotidiana: a afirmação sobre retaliações, sem especificações, deixa no ar um desgaste institucional que pode repercutir em negociações com secretarias, aliados e no apoio popular. Nos próximos meses, será determinante observar se Celina oficializa esse alinhamento e como Bia Kicis e Michelle reagirão à articulação eleitoral no eixo Brasília–Brasília.