A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou na tarde de quinta-feira (13/8), em audiência no Supremo Tribunal Federal, que a administração distrital compareceu ao encontro sem instrumentos de pressão ao buscar do governo federal o aval necessário para a liberação do empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) destinado a socorrer o Banco de Brasília (BRB). O pedido envolve R$ 6,6 bilhões.
A ida ao STF concentra a tensão política em torno do BRB: a solicitação do uso do FGC, medida extraordinária, coloca o Executivo distrital numa posição de dependência do aval federal e abre espaço para questionamentos sobre precedentes institucionais e o impacto nas contas públicas.
A governadora defende caráter técnico do pedido, essencial para evitar comprometimento do funcionamento do banco. Críticos, no entanto, entendem que a situação revela desgaste e exige transparência sobre a origem do prejuízo, responsabilidades e eventual ônus para contribuintes e entes públicos.
O caso acende alerta e tende a ampliar a pressão sobre o Palácio do Planalto: a decisão sobre a liberação do FGC não é apenas financeira, mas um teste de coordenação entre esferas de governo, com efeitos potenciais sobre a confiança nas instituições, o discurso da gestão e o custo político para quem estiver no centro da articulação.