O deputado federal e ex-ministro do Turismo Celso Sabino oficializou neste sábado (4/4) sua filiação ao PDT em evento realizado em Belém. Aos 47 anos, Sabino anunciou que deve disputar uma vaga ao Senado pelo Pará com o apoio da nova legenda, que passa a abrigar sua tentativa de ingresso na disputa estadual.
Sem partido desde dezembro, quando foi expulso do União Brasil por descumprir a determinação da sigla para deixar o cargo no governo federal, Sabino buscava uma legenda que lhe desse base institucional para a campanha. A entrada no PDT encerra o período de transição e o posiciona formalmente como pré-candidato.
Filiação busca dar base partidária para a candidatura ao Senado pelo Pará.
Pesquisas recentes do instituto Real Time Big Data, citadas à imprensa, colocam Sabino atrás de nomes já estabelecidos na disputa. Num cenário, Helder Barbalho lidera com 40% das intenções, seguido por Éder Mauro (16%), Paulo Rocha (9%) e Celso Sabino (9%). Em outro levantamento, Helder aparece com 38%, Éder Mauro e Simão Jatene com 13% cada, Paulo Rocha 9% e Sabino 7%.
A filiação ao PDT reconfigura, em parte, o tabuleiro local: cria alternativa para eleitores moderados e pressiona alianças regionais. Ao mesmo tempo, os números mostram que Sabino terá de acelerar a construção de base, coalizões e presença no interior para reduzir a distância em relação ao favorito e aos demais adversários.
Ex-ministro que participou da COP30 em Belém, Sabino chega ao PDT com experiência administrativa e visibilidade, mas enfrenta o teste de converter exposição em votos. A sigla ganha um nome com trânsito no governo, enquanto o candidato assume o desafio de transformar filiação e discurso regional em competitividade real na corrida ao Senado.
Pesquisas indicam que ele parte atrás dos favoritos e terá de acelerar a estratégia eleitoral.