A divulgação de trechos de Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro, gerou ampla repercussão nas redes sociais. Em especial, vazou uma cena que recria o atentado de 2018 em Juiz de Fora, na qual o personagem interpretado por Jim Caviezel aparece sendo atingido; o trecho rapidamente viralizou e virou alvo de comentários críticos.
Internautas passaram a compartilhar vídeos e imagens dos bastidores e ironizaram a atuação e a caracterização do elenco. A reação online combinou memes, críticas à qualidade técnica da cena e observações sobre elementos estéticos — como perucas e maquiagem — considerados pouco convincentes por parte do público.
O debate ganhou contorno político após reportagens que apontaram ter havido pedido de cerca de R$ 134 milhões por parte do senador Flávio Bolsonaro ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, para cobrir custos da produção. Nas redes, trechos vazados e questionamentos sobre o custo tornaram-se indissociáveis, com usuários questionando o retorno e a conveniência do investimento.
Além do constrangimento artístico, a combinação entre o vazamento e as suspeitas de financiamento traz implicações políticas claras: levanta perguntas sobre prioridades, transparência e custo-benefício do projeto e complica a tentativa de usar o filme como instrumento de imagem. Para aliados, o episódio exige controle de danos; para adversários, fornece argumento sobre relações com empresários e uso de recursos. A produção segue em evidência, mas com custo político e reputacional antes da estreia.