Apesar das fortes chuvas que atingiram o estado na madrugada, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informou que a votação do segundo turno segue dentro da normalidade. Em entrevista no fim da manhã, o presidente José Antonio Encinas Manfré disse que, de modo geral, as seções estão funcionando sem grandes intercorrências.

O Tribunal registrou duas ocorrências diretamente relacionadas ao temporal: a transferência do local de votação em Itapevi, após alagamento em uma escola, e o encaminhamento à delegacia, em Valinhos, de um eleitor que levou e usou o celular na cabine de votação. Além disso, o boletim das 11h apontou que 114 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas — das quais 32 eram da capital — entre as 114.605 urnas disponibilizadas no estado.

Os números representam cerca de 0,1% do total de equipamentos preparados, índice que o próprio presidente do TRE-SP classificou como baixo. Ainda assim, as substituições e a necessidade de realocar seções mostram que a operação logística foi testada: as urnas de contingência e as equipes técnicas foram acionadas para manter o andamento da votação.

Do ponto de vista político e administrativo, episódios localizados como o de Itapevi e as falhas técnicas impõem exigências claras ao tribunal: ampliar a transparência sobre procedimentos de contingência, detalhar prazos de reposição e comunicar de forma mais ágil as medidas adotadas à população para evitar confusão e aborrecimento aos eleitores.

Por ora, a votação prossegue e não há indícios de impacto geral nos resultados. Resta ao TRE-SP sustentar a operação até o encerramento da apuração e prestar contas sobre cada ocorrência, para que eventuais problemas técnicos não se transformem em argumento de desgaste institucional.