Ciro Gomes, candidato ao governo do Ceará pela Federação PSDB-Cidadania, declarou R$ 1,7 milhão em bens à Justiça Eleitoral para disputar as eleições de 2026. O valor representa uma redução de R$ 1,3 milhão em comparação aos R$ 3.039.761,97 que ele informou ao TSE quando concorreu à Presidência da República em 2022.

Na prestação de contas mais recente, Ciro listou dois apartamentos, dois carros e participações societárias e partes de imóveis. Em 2022, além de dois apartamentos, a declaração incluía duas casas a mais, aplicações financeiras, depósitos, dinheiro em espécie, quotas de capital e um crédito decorrente de alienação no valor de R$ 1.004.590,70 — o maior item do patrimônio declarado naquela disputa.

A candidatura foi formalizada em convenção na capital cearense em 20 de julho, com Roberto Cláudio (União Brasil) como vice. Desde 2022, Ciro migrou do PDT para a federação PSDB-Cidadania, o que altera seu posicionamento partidário mas não explica, por si só, a evolução do ativo declarado ao TSE.

A diferença entre as declarações chama atenção e pode virar pauta para adversários: a ausência do crédito de R$ 1,004 milhão e a redução do número de imóveis abrem espaço para perguntas sobre a origem da mudança — venda de bens, quitação de dívidas, transferências ou variação nos critérios contábeis. Politicamente, o fenômeno gera material para debates sobre transparência e situação econômica do candidato, sem, contudo, permitir conclusões definitivas sem esclarecimentos adicionais.