O presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira, é um dos alvos da 5ª fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (7/5). A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, prevê 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária cumpridos no Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A decisão também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores na ordem de R$ 18,85 milhões.

Segundo o despacho do ministro, a investigação aponta indícios de que o senador teria atuado em favor do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de vantagens econômicas. O documento descreve, entre outros fatos, a apresentação da Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023 com texto supostamente produzido pelo Banco Master, minutas de projetos legislativos que teriam circulado a partir da residência do parlamentar e sinais patrimoniais compatíveis com pagamentos reiterados, aquisição societária com deságio e custeio de despesas pessoais.

O ministro determinou ainda a proibição de contato de Ciro Nogueira com testemunhas e demais investigados, justificando risco de destruição de provas ou intimidação. Do ponto de vista político, a operação acende alerta para o Progressistas e pode ampliar desgaste sobre a bancada e eventuais articulações do partido no Congresso, ao mesmo tempo em que coloca pressão sobre a imagem pública do senador e sua capacidade de atuação política enquanto as apurações correm no STF.

A defesa do senador repudiou qualquer ilação de ilicitude, afirmou o compromisso de colaborar com a Justiça e criticou medidas que considerou baseadas apenas em troca de mensagens. A investigação promete novos desdobramentos; o caso seguirá sob a supervisão do Supremo e deverá ser acompanhada de perto por partidos, aliados e mercados, que vão avaliar os impactos institucionais e eleitorais à medida que surgirem mais elementos.