O Democracia Cristã confirmou Clariana Barão como sua candidata à Presidência. Natural de Cuiabá e com 39 anos, Clariana é advogada especializada em direito administrativo e gestão pública. Ela dividirá a chapa com Fabiana Torquato, indicada para a vice-presidência pelo mesmo partido.

Formada pelo Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), Clariana tem histórico de atuação em causas sociais. Presidiu a Comissão de Solidariedade e Assistência Social da OAB de Várzea Grande e, em 2024, coordenou voluntários que prestaram auxílio às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Em 2026 assumiu a presidência do diretório estadual do DC em Mato Grosso.

A decisão do partido tem peso simbólico: é a primeira vez desde a fundação do Democracia Cristã, em 1995, que a legenda lança para a Presidência uma candidata que não seja José Maria Eymael. O movimento é apresentado internamente como uma tentativa de renovação e reposicionamento, em uma sigla que se declara crítica tanto ao capitalismo quanto ao marxismo e afirma defender a solidariedade.

Politicamente, a candidatura de Clariana tende a enfrentar desafios práticos relevantes. Além de construir presença nacional, o DC terá de traduzir o perfil social da candidata em propostas claras e em estrutura de campanha capaz de disputar visibilidade num ambiente fragmentado. A aposta serve para testar nova liderança e ampliar o alcance do partido, mas não há garantia de que essa renovação se traduza em peso eleitoral imediato.

Na prática, a novidade pode forçar o Democracia Cristã a buscar coligações ou negociar espaços em palanques regionais para ganhar relevância. Para Clariana, a missão é converter reconhecimento por atuação social em rede de apoio, recursos e programa que permitam ao partido sair do estatuto de presença simbólica para assumir papel mais ativo no ciclo eleitoral de 2026.