Em sabatina promovida pelo Correio em parceria com entidades do fisco, a advogada e presidenciável do Democracia Cristã, Clariana Barão, reafirmou a aposta central de sua campanha: ampliar a participação feminina na política. 'Não existe democracia plena sem a participação das mulheres na sociedade e na política', disse a candidata, que lembra ser uma das duas mulheres num universo de 13 candidaturas ao Planalto.
Na área institucional, Clariana assumiu compromisso público de preencher as quatro próximas vagas do Supremo Tribunal Federal com mulheres, argumento que liga representatividade e qualidade institucional. Ela citou o atual desequilíbrio — apenas uma ministra no STF e presença reduzida nos tribunais superiores — e referiu estudos que associam governos liderados por mulheres a menor corrupção e ganhos de eficiência na gestão.
No campo econômico, a candidata reforçou diagnóstico de ajuste fiscal: endividamento próximo de 81% a 82% do PIB, selic elevada e pressão sobre crédito e investimentos. Defendeu 'enxugamento da máquina' e reformas, inclusive da Previdência, como condição para reduzir juros e ampliar acesso ao financiamento. A proposta se alinha ao discurso conservador-liberal de responsabilidade fiscal e eficiência administrativa.
Ao mesmo tempo, Clariana disse apoiar o funcionalismo — 'serei uma soldada dos servidores públicos' — e rejeitou anistia aos envolvidos nos episódios de 8 de janeiro, propondo individualização e proporcionalidade das penas. Politicamente, sua mensagem busca ocupar espaço temático relevante (gênero, ajuste e servidores), mas esbarra em desafio prático: converter visibilidade e propostas em capilaridade eleitoral diante da baixa presença feminina e da concorrência em um cenário fragmentado.