O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro comunicou à direção nacional e estadual do PL que não disputará uma vaga ao Senado nas eleições deste ano. Segundo dirigentes ouvidos pela reportagem, a decisão foi transmitida em telefonemas ao presidente nacional Valdemar Costa Neto e ao líder estadual Altineu Côrtes, e confirmada em vídeo publicado por Castro nas redes sociais.
A saída da corrida eleitoral, conforme interlocutores do partido, atende à escolha do próprio Castro de concentrar esforços 'na sua defesa' diante do avanço de investigações e das operações deflagradas pela Polícia Federal. Entre os fatos que motivaram a avaliação interna estão apurações sobre aportes da Rioprevidência ligados a fundos relacionados ao Banco Master e à figura do banqueiro Daniel Vorcaro.
No PL, a leitura é de que a manutenção de Castro em uma chapa majoritária se tornou politicamente insustentável e poderia contaminar a estratégia eleitoral do partido no estado. Há preocupação explícita com efeitos sobre a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro e sobre outros nomes alinhados ao partido no Rio, o que acelerou a busca por um substituto.
Dirigentes relatam que Castro não condicionou a desistência a compensações políticas. Com isso, o PL já articula alternativas; o deputado federal Sóstenes Cavalcante é apontado como o nome mais cotado na cúpula fluminense. A corrida para fechar a vaga reflete o custo político que investigações em curso impõem ao partido em meio à montagem dos palanques.