Em sabatina nesta sexta-feira, o senador e candidato ao governo de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos), afirmou que se arrepende de ter gravado um vídeo com a influenciadora Virgínia Fonseca durante os trabalhos da CPI das bets em 2024. Ao se colocar à disposição para críticas, ele justificou a ação como um momento impulsivo motivado por pedido da filha e reconheceu que “não era o momento”.

Cleitinho reforçou que, apesar do episódio, sempre votou contra a expansão das apostas no Senado e voltou a qualificar as 'bets' como um mal para a economia e para as famílias. Como proposta, disse que, se eleito, buscará articular uma frente de governadores para cobrar do próximo presidente uma iniciativa legislativa que proíba o setor — estratégia que depende de convergência política no Congresso.

O episódio que interrompeu a CPI, e a confissão pública de arrependimento, têm dupla leitura política: por um lado, a admissão pode neutralizar parte da crítica imediata; por outro, expõe um risco de desgaste sobre julgamento e proximidade com influenciadores num momento em que ele disputa a liderança das pesquisas em Minas. A iniciativa de buscar proibição das apostas sinaliza alinhamento com uma pauta conservadora, mas confronta desafios institucionais e legais que exigirão articulação em Brasília.

No campo eleitoral, o caso oferece munição para adversários que queiram questionar postura e narrativa do candidato, ao mesmo tempo em que sua defesa consistente do veto às bets mira recuperar o eleitorado preocupado com impacto social das apostas. Resta ver se a confissão de erro e a agenda legislativa prometida serão suficientes para sustentar liderança nas próximas semanas.