O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), divulgou novos integrantes da equipe de transição, incluindo o ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB). Além dele, foram anunciados Rafael Antônio Silva, chefe de gabinete de Cleitinho no Senado; Bernardo Freitas Graciano, especialista em regularização fundiária e requalificação urbana; Liana Portilho Mattos, procuradora do Estado desde 2003; Rafael Fonseca Dayrell Farinha, publicitário e ex-diretor da Câmara Municipal de Belo Horizonte; e Maria do Socorro Costa Almeida, secretária de Comunicação da prefeitura de Nova Lima.
O processo de transição teve início na semana passada com reunião que reuniu secretarias de Estado e os chefes das Forças de Segurança de Minas Gerais. Segundo a agenda divulgada, Simões apresentou um cronograma prévio que prevê encontros entre 23/10 e 23/11; novas reuniões poderão ser marcadas conforme necessidade, o que mantém o calendário em aberto diante de demandas complexas entre pastas.
Do ponto de vista político, a presença de Gabriel Azevedo — nome ligado ao MDB e adversário na corrida eleitoral — é um gesto de aproximação que pode facilitar costuras partidárias e reduzir atritos na montagem do governo. Ao mesmo tempo, abre espaço para cobrança por indicações e divisão de espaços na administração. A composição mistura nomes técnicos e políticos, o que pode ser positivo para alinhamento programático, mas também exige disciplina administrativa para evitar custos políticos e pressões por acomodação.
Há ainda a dimensão administrativa: a transição será o primeiro teste da capacidade de Cleitinho de articular secretarias, garantir continuidade operacional e traduzir promessas de campanha em medidas factíveis. A inclusão de especialistas em regularização fundiária e de uma procuradora indica preocupação com questões legais e urbanas, enquanto a presença de profissionais de comunicação aponta para atenção à imagem pública desde o início. Resta observar se o cronograma e a composição conseguirão equilibrar expectativa política e necessidade de eficiência fiscal e gestão.