O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) anunciou, nesta segunda-feira (3/8), que não disputará o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Em vídeo publicado nas redes, ele afirmou que o recente luto pela morte do irmão e o estado emocional atual o impedem de entrar numa campanha e pediu desculpas ao eleitorado mineiro, justificando a prioridade pela recuperação e pelo cuidado com a família.
Ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e do presidente estadual Euclydes Pettersen, Cleitinho comunicou a decisão em tom emocionado. A cúpula do partido disse ter oferecido oportunidades e estrutura para viabilizar a postulação e afirmou que debateu o tema com possíveis aliados — citando PL, União e PP — antes da escolha final do senador. Cleitinho permanecerá no Senado até o fim do mandato, em 2030.
Politicamente, o recuo acende alerta para o Republicanos em Minas. A saída do pré-candidato mais visível do partido acelera a necessidade de reorganização interna e de negociações com aliados para preencher o espaço aberto na disputa estadual. O episódio também testa a capacidade do partido de traduzir estrutura e cacife eleitoral em alternativas rápidas, sem perder coesão e narrativa competitiva.
No plano humano, a decisão é apresentada como necessária diante de um luto recente. No político, impõe custos: perda de impulso em pré-campanha, readequação de alianças e risco de dispersão de apoios. A observação imediata a seguir será como o Republicanos redistribuirá papéis em Minas e se conseguirá manter relevância na corrida para 2026.