A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira coloca o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) à frente da corrida pelo governo de Minas Gerais em todos os cenários testados. No principal levantamento, Cleitinho soma 30% das intenções de voto, ante 14% do ex‑prefeito Alexandre Kalil (PDT) e 8% do senador Rodrigo Pacheco (PSB). Outros nomes aparecem com percentuais bem menores: o governador Mateus Simões (PSD) e o influenciador Ben Mendes (Missão) têm 4% cada; Maria da Consolação (Psol) marca 3%; Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB) aparecem com 2% cada. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar totalizam 20% e 13% disseram estar indecisos.

As simulações alternativas reforçam a liderança de Cleitinho. Sem Kalil, ele sobe a 35% (Pacheco 11%; Simões 5%); sem Pacheco alcança 37% com Kalil em 16%. Na hipótese oposta, sem Cleitinho, Kalil lidera com 18% e Pacheco fica em 12%, enquanto brancos e nulos saltam para 32%, sinalizando aumento da fragmentação se o principal nome estiver ausente. Nos confrontos de segundo turno, o senador venceria Kalil por 48% a 26%, Pacheco por 43% a 23%, Simões por 46% a 13% e Roscoe por 45% a 13%. Entre outros pares, Pacheco supera Simões por 30% a 17%; Simões fica à frente de Kalil por 28% a 18%.

Politicamente, o levantamento acende alerta para adversários e força a repaginação de estratégias em diferentes campos. A vantagem de Cleitinho indica capacidade de atração além do eleitorado tradicional do Republicanos e complica a narrativa dos concorrentes que ainda dependem de coalizões regionais ou de desgaste do governo estadual. Para Kalil e Pacheco, os números pressionam por maior consolidação de apoio e por tentativa de reduzir a dispersão de votos, sob risco de ver a disputa se tornar um plebiscito de candidatura única. Do lado governista, a posição de Simões revela dificuldade de crescimento orgânico e potencial necessidade de ajuste tático.

A pesquisa ouviu 1.482 eleitores com 16 anos ou mais entre 22 e 26 de abril de 2026; a margem de erro é de três pontos percentuais e o registro no TSE é MG-08646/2026. Apesar da vantagem consistente de Cleitinho, o alto percentual de brancos, nulos e indecisos (33% somando ambos nos cenários) mantém espaço para volatilidade e ressalta que o quadro ainda admite variações até a abertura das urnas. Os números servem como retrato do momento e como sinal de pressão para ajustes nas estratégias eleitorais em Minas.