O senador Cleitinho (Republicanos-MG) publicou em suas redes sociais uma reação a um vídeo no qual Romeu Zema (Novo) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ironizam a possibilidade de compor uma chapa para a disputa presidencial. Na postagem, Cleitinho manifestou apoio ao encontro entre os pré-candidatos, sugerindo que a união teria acolhida pelo eleitorado no próximo pleito.
O vídeo publicado por Zema e Flávio segue formato de trend usado para comentar rumores em tom leve: Zema convida o senador para ser vice em tom de brincadeira, Flávio responde com dúvida e risadas, e ambos brindam. A ação nas redes funciona como selo de início de narrativa política, mesmo sem formalização partidária.
Politicamente, a interação importa porque aproxima nomes de legendas e perfis distintos — do Novo ao PL — e força uma leitura sobre eventual recomposição da centro-direita. Para aliados e adversários, a cena sinaliza que costuras fora das estruturas tradicionais já circulam nas redes e podem pressionar planos de cacifes regionais e estratégias de correntes concorrentes.
É preciso notar, porém, que se trata por ora de especulação pública e de jogada de imagem, não de anúncio formal. Ainda assim, a repercussão tende a trazer cobrança por posicionamentos mais claros das siglas envolvidas e a provocar reflexos na montagem de alianças, testando a capacidade dos atores de transformar simpatia virtual em estrutura política para 2026.