A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda indica que Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na liderança para o governo de Minas com 35% das intenções de voto no primeiro turno, contra 19% de Patrus Ananias (PT). Em um eventual segundo turno entre os dois, o levantamento aponta empate técnico: 43% para Cleitinho e 42% para Patrus. O estudo ouviu 2.000 eleitores entre 16 e 19 de setembro, foi contratado pela Record Minas, tem margem de erro de dois pontos e registro no TSE (MG-07331/2026).

O levantamento avaliou ainda outros cenários de confronto direto entre os quatro nomes melhor colocados: Mateus Simões (PSD) e Alexandre Kalil (PDT) aparecem empatados tecnicamente com 10% cada no primeiro turno. Em cenários de segundo turno, Cleitinho venceria Kalil por 46% a 35% e Simões por 39% a 34%. Kalil perderia para Simões por 39% a 34% e empata com Patrus em 39% a 39%. Simões e Patrus também surgem próximos, com 37% a 35% para Simões.

Os números configuram um retrato de momento mais do que uma previsão definitiva, e a leitura política exige atenção: a vantagem de Cleitinho no primeiro turno não se traduz em folga segura num confronto direto. O empate técnico com Patrus, dentro da margem de erro, acende alerta para a campanha do Republicanos — que terá de ampliar palanque, buscar transferência de votos de eleitores de Kalil e Simões e reduzir a resistência do eleitorado petista e de centro-esquerda.

Para Patrus e o PT, a pesquisa revela margem de recuperação no cenário de dois turnos: embora distante no primeiro turno, o petista mantém capacidade de agregar votos em confrontos diretos. Já Kalil e Simões mostram potencial para fragmentar o eleitorado anti-Cleitinho, o que reforça a importância de negociações e arranjos eleitorais nas próximas semanas. Em suma, o levantamento complica narrativas consolidadoras e pressiona todas as campanhas a repensarem estratégias de alianças, mensagens e mobilização — lembrando sempre que pesquisas são um retrato do momento, não uma sentença eleitoral.