O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na liderança da disputa pelo governo de Minas Gerais, de acordo com levantamento do instituto Doxa divulgado nesta sexta-feira (8). No principal cenário estimulado, Cleitinho tem 28% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) com 21%. O governador Mateus Simões (PSD) não ultrapassou 7%, enquanto o senador Rodrigo Pacheco (PSB) registrou 6%. O instituto ouviu 1.500 eleitores em entrevistas domiciliares distribuídas pelas oito mesorregiões do estado; a margem de erro é de 2,53 pontos percentuais.

O segundo cenário, que substitui Pacheco por Jarbas Soares (PSB), mantém Cleitinho na frente com 30% e Kalil em segundo, com 24%. A pesquisa também calculou o chamado potencial de votos — soma de respostas “poderia votar” e “grande possibilidade de votar” — em que Cleitinho e Kalil empatam tecnicamente com 47% cada. Esses resultados destacam um quadro ainda volátil, com espaço relevante para movimentações e articulações na janela eleitoral.

No recorte para eventual segundo turno, os números sugerem disputas apertadas e contraditórias: Cleitinho venceria Kalil por 37% a 34% no único duelo em que aparece à frente, mas Kalil amplia vantagem com folga contra Simões e contra Pacheco. Esse padrão indica que, apesar de liderar no primeiro turno, Cleitinho enfrentaria limites para ampliar voto de resistência e pode depender de ataques ou acertos estratégicos para crescer em cenário decisivo; já Kalil mostra capacidade de agregar contra adversários do campo governista.

A pesquisa para o Senado aponta lideranças consolidadas de nomes tradicionais: o ex-governador Aécio Neves (PSDB) aparece com 27% e a ex-prefeita Marília Campos (PT) com 26%, seguidos por Carlos Viana (PSD) com 22%. O levantamento registra alta parcela de respostas em branco, nulo ou indeciso — 39% — o que reforça a tese de volatilidade e abre margem para oscilações nas próximas semanas. Do ponto de vista político, o resultado acende alerta para o campo governista: a baixa performance do governador Simões e a dispersão de votos podem complicar a construção de palanques e alianças em Minas.