O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece como favorito na corrida pelo governo de Minas Gerais, com 35% das intenções no cenário principal da pesquisa Genial/Quaest. Atrás dele, figuram o ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD) com 12% e o deputado Patrus Ananias (PT) com 10%. Outros nomes testados registram percentuais bem menores: Mateus Simões (PSD) 6%, Gabriel Azevedo (MDB) 4%, Ben Mendes (Missão) e Flávio Roscoe (PL) 2% cada, e Maria da Consolação (PSOL) 1%. Brancos, nulos e abstenções atingem 13% e 15% se declaram indecisos.

O levantamento traça dois sinais políticos ao mesmo tempo. Por um lado, Cleitinho vence todos os adversários em simulações de segundo turno — por 44% a 29% contra Kalil, por 46% a 31% ante Patrus e por 46% a 15% diante de Mateus Simões — o que revela capacidade de transferência de votos e potência eleitoral. Por outro, sua ausência do quadro altera completamente o jogo: Kalil sobe para 15%, Patrus para 13% e Mateus para 9%, enquanto indecisos saltam para 27% e brancos/nulos chegam a 23%. O efeito é uma disputa muito mais fragmentada e tecnicamente empatada entre os concorrentes remanescentes.

A pesquisa acende alerta para a volatilidade do eleitorado mineiro: 63% dos ouvidos afirmam que ainda podem mudar de voto até a eleição, contra 36% que consideram a escolha definida. Esse nível de fluidez amplia a importância de estratégia, alianças e articulação de campanha nos próximos meses. Além disso, o mapa de preferências sobre o estilo de governo mostra eleitor dividido entre mudanças pontuais (41%), ruptura ampla (39%) e continuidade (16%), e uma maioria (44%) declara preferência por um governador independente, longe de padrinhos nacionais — sinal político relevante para candidatos alinhados a Lula ou Bolsonaro.

Metodologicamente, o levantamento foi aplicado presencialmente entre 22 e 26 de julho, com 1.482 eleitores de 16 anos ou mais em Minas Gerais; a margem de erro é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança de 95%. Em termos práticos, os números confirmam Cleitinho como favorito no retrato atual, mas a combinação de um contingente elevado de indecisos e o espaço para votos em branco mantém a disputa aberta. Para adversários e partidos, o desafio é claro: converter indecisos e evitar dispersão, sob pena de consolidar a vantagem já registrada pelo senador.