O senador Cleitinho (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais, passou mal nesta quinta-feira no plenário do Senado, pouco depois de concluir um discurso em que criticou a gestão do atual chefe do Executivo estadual, Mateus Simões (PSD). Segundo a assessoria do Senado, o parlamentar relatou estar “acelerado” e pediu avaliação médica ao deixar a tribuna.

O serviço médico do Senado registrou elevação da pressão arterial e da frequência cardíaca. O parlamentar foi submetido a eletrocardiograma e exames de enzimas cardíacas, cujos resultados foram apontados como normais. Após receber medicação e hidratação no local, Cleitinho apresentou melhora e foi liberado com orientação de repouso.

Na parte política do discurso, o governador eleito destacou um aumento de quase 20% no déficit das contas de Minas e fez cobranças diretas à equipe do governador em exercício, pedindo humildade e prioridade ao interesse público na transição. A fala incluiu uma advertência sobre possíveis medidas que, segundo ele, prejudicariam a população, e a promessa de montar uma equipe técnica a partir de janeiro.

O episódio tem implicações políticas concretas: além do susto em si, a combinação entre a critica pública e o problema de saúde no próprio plenário pode acender alerta para a condução do processo de transição. A postura dura de Cleitinho aumenta a pressão sobre o governo atual e complica a narrativa de normalidade institucional desejada para o período que antecede a posse.