O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) disse no Plenário do Senado que recebeu uma oferta em dinheiro para desistir da pré-candidatura ao governo de Minas Gerais. Sem revelar nomes, ele relatou um encontro recente com um político local que lhe teria transmitido a proposta. Cleitinho negou que esteja “à venda” e afirmou que pode adiar a definição para o último dia das convenções partidárias, 5 de agosto.

A declaração tem impacto direto na estratégia do PL em Minas. Líder em pesquisas estaduais, Cleitinho é figura cobiçada para compor o palanque mineiro da campanha presidencial ligada ao partido; sua indefinição, e agora a alegação de proposta financeira, aumentam a incerteza sobre costuras eleitorais e sobre a montagem de chapas e alianças no estado. O episódio acende alerta sobre pressões internas e externas no processo de escolha.

O senador havia anunciado que tomaria uma posição após a final da Copa do Mundo, mas agora sugere postergar ainda mais a decisão — uma tática que o próprio admitiu poder usar para manter vantagem política e testar adversários. Enquanto isso, lideranças estaduais dizem trabalhar com a expectativa de que ele confirme a candidatura e já indicam nomes para vice; a demora, porém, abre espaço para artimanhas e para alternativas do próprio PL.

Além do efeito prático sobre a montagem de palanques, a narrativa de oferta em dinheiro alimenta desconfiança sobre práticas de bastidores na disputa estadual. Mesmo sem prova pública da proposta, a revelação contribui para elevar o custo político da indefinição e pressiona partidos e financiadores a acelerar decisões. Com o prazo das convenções se aproximando, a postura de Cleitinho mantém o cenário em Minas marcado por tensão e imprevisibilidade.