A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota neste domingo reagindo à acusação do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, de que a entidade teria contribuído para a circulação de uma informação falsa sobre sua postura em relação a Nossa Senhora Aparecida. A CNBB negou ter produzido, autorizado ou participado da divulgação de qualquer conteúdo falso relacionado ao processo eleitoral e disse repudiar a desinformação, reafirmando seu caráter não partidário e sua missão pastoral.
Ao qualificar a ação como uma alegação sem provas, a entidade afirmou que 'a mentira não se combate com outra mentira' e reiterou compromisso com a verdade, o diálogo e a paz. Do ponto de vista institucional, o episódio expõe um atrito entre um candidato e uma instituição religiosa influente, que pode erodir a serenidade do debate público quando acusações são feitas sem evidências verificáveis.
Politicamente, a estratégia de atribuir à CNBB responsabilidade por boatos acende alerta para o próprio candidato: ataques a instituições de referência podem ampliar desgaste político, levantar dúvidas sobre a condução da campanha e polarizar ainda mais o ambiente eleitoral. Além disso, alimentar narrativas não verificadas contribui para normalizar a desinformação como instrumento de disputa.
A nota da CNBB lembra a necessidade de responsabilidade no debate eleitoral e aponta para um custo reputacional potencial quando alegações circulam sem base factível. Para o PL e para Flávio Bolsonaro, o desafio imediato é demonstrar fatos ou recuar, sob o risco de reforçar críticas sobre uso indevido de narrativas que atacam instituições públicas e religiosas.