O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) realizou, nesta segunda‑feira (6/7), sua primeira visita técnica ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para inspecionar os códigos‑fonte dos sistemas que serão usados nas eleições gerais de outubro. A ação faz parte do Ciclo de Transparência Democrática, iniciativa da Justiça Eleitoral para reforçar a auditabilidade e a confiança no processo de votação.

Durante a visita, o analista de Desenvolvimento de Sistemas do CNMP, Cássio Sasaki da Silva, teve acesso direto aos conjuntos de código e acompanhou demonstrações detalhadas do funcionamento interno das urnas. A fiscalização abrangeu os softwares responsáveis pela preparação da votação, pela transmissão dos boletins de urna, pela totalização dos votos e pela divulgação dos resultados oficiais, além dos procedimentos de auditoria como os Testes Públicos de Segurança e a totalização informatizada.

Segundo Rodrigo Coimbra, chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE, a abertura dos códigos é um dos principais mecanismos de transparência, permitindo revisar o desenvolvimento dos programas e ampliar a segurança do pleito. Os códigos‑fonte estão disponíveis para consulta pública desde outubro de 2025; partidos e demais entidades legitimadas têm até setembro de 2026 para concluir suas auditorias técnicas, prazo que antecede a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais.

O CNMP soma‑se a outras fiscalizações já realizadas: o União Brasil inspecionou os códigos em 25 de maio; o Senado, em 10 de junho; a Confederação Nacional do Comércio, em 15 de junho; e a Sociedade Brasileira de Computação, em 24 de junho de 2026. O calendário mais amplo, adotado desde 2021, oferece mais tempo para detectar vulnerabilidades, mas também amplia a pressão por respostas técnicas e por clareza em procedimentos que têm impacto direto na credibilidade do resultado eleitoral.