A CNT/MDA divulga nesta terça-feira (15/9) nova pesquisa de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2026. O levantamento ouviu 2.002 eleitores presencialmente, em locais de grande fluxo, entre 9 e 13 de setembro. Nos dados apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consta registro BR-06902/2026, supervisão técnica do estatístico Marcelo Costa Souza, intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O custo declarado foi de R$ 222.453.
A última pesquisa CNT/MDA, divulgada em 11 de agosto, mostrava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na frente com 42,4% das intenções de voto, ante 28,7% do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Em seguida vinham Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Romeu Zema (Novo) com 3,3% e Renan Santos com 2,8%. O novo levantamento terá função comparativa: servirá para verificar evolução, estabilidade ou oscilação desses números.
O cenário em que a pesquisa chega é marcado pelo agravamento da crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda que pesquisas reflitam um retrato do momento e não previsões definitivas, o levantamento será interpretado como termômetro da reação do eleitor à tensão no Judiciário. Se houver mudança significativa dentro da margem de erro, a leitura política ganhará peso: estabilidade dos números reforça a narrativa governista; oscilações favoráveis à oposição indicam recuperação ou reaparecimento de espaço eleitoral.
Do ponto de vista prático, os resultados têm consequências claras para estratégias políticas. Para o governo, manter a vantagem nas intenções consolida capacidade de narrativa e barganha com aliados; queda ou aumento da rejeição amplia desgaste e exige reação. Para a oposição, avanços mesmo modestos podem reforçar a aposta em frente única ou ajustar estratégias regionais. Analistas também observarão distribuição por faixas etárias, regiões e nível socioeconômico — recortes que não alteram a margem de erro, mas orientam táticas de campanha.
A pesquisa CNT/MDA será publicada nesta terça e, como todo levantamento eleitoral, deve ser lida com cautela: aponta tendências e pressão política, mas não decide o futuro. O que está em jogo é menos a aritmética imediata e mais o sinal que os números enviam a partidos, aliados e ao próprio governo sobre a temperatura do eleitorado neste momento de tensão institucional.