A pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado (24) mostra Flávio Bolsonaro com 50,7% dos votos válidos contra 49,3% de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. O levantamento foi realizado entre 21 e 23 de outubro, ouviu 2.002 pessoas e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais; foi contratado pela Confederação Nacional do Transporte ao custo de R$ 222.453.

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em 16 de outubro, a diferença é mínima: Flávio tinha 50,5% e Lula 49,5% — resultado que já indicava empate técnico. Estatisticamente, portanto, o quadro permanece estável, mas o pequeno avanço relativo do candidato opositor dá margem política para que se fale em vantagem, mesmo dentro do intervalo de erro.

Politicamente, o resultado acende alerta para o governo. Um empate técnico com tendência desfavorável na margem inferior exige reação imediata: ajuste de discurso, mobilização da base, foco em turnos de urgência para reduzir a rejeição e esquemas de mobilização para garantir comparecimento às urnas. Para a oposição, o número funciona como instrumento de campanha, reforçando narrativa de competitividade e capacidade de atração de indecisos.

A pesquisa é um retrato do momento, não uma previsão definitiva, mas já tem consequências práticas: complica a narrativa oficial de robustez eleitoral e amplia a pressão por mudanças táticas; ao mesmo tempo, dá gás à campanha de Flávio para explorar margem curta e disputar palanque por palanque. Nos próximos dias, a importância será observar séries de levantamento e a capacidade das campanhas de transformar intenção em voto efetivo.