A pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado indica vantagem de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) num eventual segundo turno: 47,3% a 43,1%. O levantamento ouviu 2.007 eleitores em todo o país entre 30 de setembro e 2 de outubro, por entrevistas presenciais; a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o registro no TSE é BR-04756/2026.

A liderança de 4,2 pontos está acima da margem de erro, o que confirma vantagem estatística para Lula, mas não configura folga confortável. Brancos e nulos somam 7,6% e os indecisos apenas 1,9%, indicador de que a maioria dos eleitores já se posicionou — cenário que exige das campanhas foco na conversão direta de votos do adversário e na mobilização do eleitorado fiel.

Em outros cenários testados pelo instituto, Lula amplia a vantagem contra adversários de menor expressão eleitoral — Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema — e os percentuais de brancos e nulos crescem significativamente (entre 12% e 14,5%). O padrão sugere que a principal competitividade para o petista vem do campo bolsonarista, enquanto candidaturas alternativas mostraram menor capacidade de ameaçar sua liderança.

Do ponto de vista político, a pesquisa acende alerta para a campanha de Flávio Bolsonaro: a diferença, embora válida, mantém a disputa viva e pressiona o PL a intensificar estratégia e mobilização. Para Lula, os números confirmam vantagem consolidada, mas impõem cuidado para não subestimar a resistência do adversário. Com pouco tempo até o primeiro turno, o quadro aponta para uma reta final polarizada e de alta importância estratégica.