A Coligação Brasil Pronto Pra Mais protocolou no Tribunal Superior Eleitoral uma série de representações que miram a Meta — dona do Facebook e do Instagram — e lideranças associadas ao projeto de criptomoedas B22. As ações, apresentadas na reta final do segundo turno, pedem desde a remoção de publicações até a suspensão de domínios eletrônicos e a cassação de registros e diplomas de candidatos, medidas que, se acatadas, teriam impacto direto na disputa eleitoral.

No eixo que envolve a Meta, a campanha sustenta ter identificado redução significativa do alcance de publicações favoráveis a Lula e de conteúdos críticos a Flávio Bolsonaro, com relatos de interrupção de engajamento. A coligação pede ao TSE critérios isonômicos na distribuição de posts, argumentando que a eventual moderação ou limitação seletiva das plataformas pode comprometer o equilíbrio da disputa. As alegações ainda dependem da análise técnica e jurídica da Corte Eleitoral.

Outra frente mira Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal, Alfredo Gaspar e os responsáveis pelo projeto Brasil 22 Token (B22). A representação descreve um suposto esquema de remuneração em criptomoedas para quem divulgasse a iniciativa — citando oferta de 30 mil tokens às primeiras mil pessoas que compartilhassem — e menciona um perfil estrangeiro com 12,9 milhões de seguidores que teria recebido 120 milhões de tokens e publicado vídeo com crianças de Uganda pedindo votos ao número 22. O site do B22 nega que a distribuição das moedas esteja condicionada à propaganda. A coligação requer o fim da distribuição dos ativos, a retirada de postagens e responsabilização eleitoral dos envolvidos.

As ações foram encaminhadas também à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral Eleitoral para apuração de possíveis crimes. Há ainda representações contra vídeos supostamente editados e conteúdos feitos com inteligência artificial, pedidos de identificação dos responsáveis e aplicação de multas. A ofensiva jurídica acende alerta sobre a influência das plataformas digitais na campanha e amplia a pressão sobre a oposição, mas todas as suspeitas precisarão ser comprovadas pelo TSE — o que pode levar a decisões com consequências políticas e institucionais relevantes, caso a Corte entenda haver abuso de poder econômico ou uso indevido dos meios de comunicação.