A deputada Erika Hilton (PSol-SP), uma das autoras da proposta que pretende encerrar a prática da escala 6x1, avaliou como "favorável" a composição anunciada para a comissão especial que vai analisar a PEC. A instalação do colegiado foi marcada para esta quarta-feira (28/4), às 14h, na Câmara dos Deputados, e a combinação de nomes — com Alencar Santana (PT-SP) na presidência e Léo Prates (Republicanos-BA) na relatoria — é vista pela parlamentar como um estímulo à tramitação do texto nas próximas semanas.
Ao comentar a escolha do relator, Hilton destacou o histórico de interlocução de Léo Prates com movimentos sindicais e com a pauta trabalhista, lembrando o papel do deputado na Comissão do Trabalho no ano anterior. Sobre Alencar Santana, a deputada ressaltou perfil conciliador e capacidade de abrir espaço para o debate entre diferentes correntes políticas e setores econômicos envolvidos — sinal, na visão dela, de que a tramitação será conduzida com escuta ampla.
Erika mostrou confiança de que o parecer caminhará na direção defendida pelos movimentos pró-redução de jornada: 40 horas semanais, com escala de cinco dias trabalhados por dois de descanso, sem perda salarial. Ela pediu que a matéria chegue rapidamente ao plenário e antecipou que a mobilização contrária, articulada por setores da oposição próximos ao empresariado, pode vir a evidenciar contradições no discurso daqueles parlamentares.
Do ponto de vista político, a composição da comissão indica momento de maior viabilidade para a PEC e aumenta a pressão sobre bancadas que tenham posição dividida entre reivindicações sindicais e interesses empresariais. Se a proposta avançar, será um teste para a capacidade do Congresso de reconciliar demandas trabalhistas e preocupações do mercado, e um termômetro sobre quanto a disputa em torno da reforma da jornada ainda pesa no tabuleiro político.