O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) abriu procedimento para apurar citações ao procurador‑geral da República, Paulo Gonet Branco, em conversas interceptadas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O conselheiro Francisco de Assis Sanseverino foi designado relator da diligência, que foi instaurada após um pedido do Partido Novo.
No requerimento, o Novo aponta indícios de que Gonet seria destinatário de interlocuções envolvendo o esquema investigado. Segundo o partido, o núcleo criminoso do Master teria procurado o PGR e seus familiares para ampliar a influência do grupo. As mensagens constam em relatório da Polícia Federal, enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante o procedimento, Gonet terá direito a explicar as citações que o envolvem. Ao final, o caso será levado ao plenário do Conselho, que decidirá sobre medidas disciplinares — entre elas a possibilidade, a depender da avaliação sobre a gravidade, de afastamento do cargo. O episódio também atravessa o Supremo: Mendonça pediu que o tema fosse discutido em plenário por citar o ministro Alexandre de Moraes.
A sequência de fatos acende alerta e amplia desgaste institucional. A movimentação no CSMPF aumenta a pressão sobre o procurador‑geral e complica a narrativa oficial em um momento de tensão no STF, marcado por decisões e contradições entre ministros. A transparência e a celeridade no andamento do procedimento serão decisivas para conter efeitos políticos e institucionais mais amplos.