A sexta rodada da pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política no Distrito Federal confirma Flávio Bolsonaro na frente no cenário estimulado — 48,4% contra 43,8% de Luiz Inácio Lula da Silva — e reduz a diferença quando se consideram apenas os votos válidos: 52,5% para Flávio e 47,5% para Lula, dentro da margem de erro, o que caracteriza o empate técnico. A pesquisa também registra 5,7% de brancos e nulos e 2,2% de indecisos, parcelas que podem decidir uma disputa tão curta.
O levantamento mantém padrão visto desde a prévia publicada em 30 de setembro: naquela rodada Flávio aparecia com 49,2% e Lula com 39,9%; no primeiro turno, Flávio venceu no DF com 51,31% contra 38,11% do presidente. Para Alexandre Garcia, CEO da Opinião Inteligência Política, a série histórica sinaliza vantagem para Flávio, especialmente se o eleitor de direita não plenamente detectado nas pesquisas se mobilizar no segundo turno — um ganho marginal de um a dois pontos pode ser decisivo.
A tenacidade das bases aparece nas respostas sobre certeza do voto: entre os entrevistados que dizem ter votado em Lula no primeiro turno, 97,5% afirmam intenção de manter a escolha; entre os de Flávio, 96,5% se dizem decididos. A migração de eleitores de terceiro colocado também pesa: entre apoiadores de Ronaldo Caiado, 43,8% dizem que votarão em Flávio, 36,1% em Lula e 20,2% pretendem anular. Além disso, 54,4% dos brasiliense acreditam que Flávio vencerá, contra 37,2% que apontam Lula.
Do ponto de vista político, os números colocam um desafio concreto para a campanha petista: a taxa de avaliação negativa do governo no DF é elevada — soma significativa de avaliações ruins e péssimas — e há necessidade de reduzir abstenção e rejeição em regiões mais favoráveis a Lula. Ao mesmo tempo, a liderança de Flávio é real, mas frágil; acontecimentos pontuais — pagamento de benefícios sociais, performance no debate da TV ou fatos inesperados — têm potencial para apertar ainda mais a disputa. Em resumo: o DF espelha uma disputa muito aberta, que exige reação estratégica imediata do governo e mantém pressão sobre a candidatura de Flávio para consolidar a vantagem.