Cristian Cravinhos, condenado pelo assassinato do casal von Richthofen, apareceu em vídeo nas redes sociais afirmando que apoiará a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Na gravação, ele justificou a escolha apontando a necessidade de priorizar educação, saúde e segurança no país.
No mesmo conteúdo, Cravinhos disse estar considerando disputar um cargo eletivo, citando a possibilidade de concorrer a prefeito ou senador como uma forma de 'fazer a sua parte' na sociedade — declaração que adiciona um elemento inusitado à repercussão do vídeo.
Cravinhos foi condenado em 2022, junto com o irmão Daniel, a 38 anos e seis meses de prisão pelo duplo homicídio. Após o período de detenção, buscou recolocação no mercado vendendo pinturas produzidas na prisão e, em 2026, iniciou produção de conteúdo adulto em plataformas por assinatura.
A manifestação de apoio gera um problema político imediato: o endosso de uma figura associada a um crime de grande repercussão pode ser explorado por adversários e complica a narrativa do bolsonarismo em ano eleitoral. Sem resposta oficial do candidato ou do PL até o momento, o episódio acende alerta sobre o controle da base de apoiadores.
Além do impacto eleitoral, o caso tende a reacender debate público sobre reabilitação, imagem de campanhas e a forma como candidatos lidam com apoiadores polêmicos — temas que podem influenciar eleitores sensíveis a questões de segurança e ética pública.