Durante sabatina da revista Veja nesta terça-feira (22/9), o candidato do Avante Augusto Cury afirmou que, em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o venceria com facilidade. Cury se colocou como alternativa e reiterou que não pretende oferecer apoio nem a Lula nem a Flávio, mesmo com lideranças de ambos os campos procurando seu palanque.
O candidato também criticou o projeto Dark Horse apresentado por Flávio Bolsonaro, cobrando clareza sobre custos e impacto fiscal. Em tom comparativo, Cury afirmou que já teve adaptações de suas obras para o cinema e questionou a substância e a transparência da proposta do senador, sem apontar números detalhados que sustentem o plano.
O posicionamento público de Cury tem consequência política imediata: ao recusar apoios e buscar espaço próprio, ele pode contribuir para a fragmentação do eleitorado anti-Lula e dificultar uma consolidação que beneficiaria Flávio no segundo turno. As pesquisas recentes reforçam o risco para o campo bolsonarista: levantamentos como CNT/MDA e Atlas/Bloomberg registram vantagem de Lula na simulação de segundo turno — no estudo da Atlas/Bloomberg, por exemplo, Lula aparece com 47,1% contra 42,6% de Flávio.
Para Lula, a postura de Cury simplifica a narrativa de força rumo a 2026; para Flávio, amplia a necessidade de ampliar a base além do núcleo fiel. Para Cury, a aposta é clara: manter independência e tentar converter presença mediática em votos suficientes para ir ao segundo turno. O efeito prático será observado nas próximas pesquisas e nas negociações que começam a se delinear entre partidos e lideranças.