O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou que a escolha do diretor-geral da Polícia Federal deveria passar por uma lista tríplice formada pelos próprios delegados. A declaração ocorreu depois que ele foi questionado sobre a decisão do ministro do STF Flávio Dino de restabelecer Andrei Rodrigues no comando da corporação.

Na avaliação de Cury, submeter a indicação a uma lista selecionada internamente reduziria a margem de intervenção política na instituição. O candidato sustentou que a mudança aumentaria a independência operacional da PF, destacando que a corporação deve servir ao Estado e não a projetos de governo ou a partidos.

A proposta tem implicações práticas e políticas: limita a prerrogativa presidencial de nomeação e transferiria parte do poder de escolha para a carreira policial, o que tende a provocar resistências no Planalto e entre aliados que defendem preservação do controle executivo sobre cargos estratégicos. É um tema que entra na agenda institucional e no debate sobre autonomia e governabilidade.

Cury também comentou, sem relacionar diretamente os fatos, sobre um desgaste percebido do Supremo Tribunal Federal, apontando que a corte tem perdido prestígio perante parcela da sociedade. A sugestão de lista tríplice surge, no discurso do candidato, como resposta para fortalecer a credibilidade das instituições antes do próximo ciclo eleitoral.