Na sabatina realizada na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (13/4), o deputado Danilo Forte (PP-CE) centrou a defesa de sua indicação à vaga no Tribunal de Contas da União em torno da necessidade de um TCU mais atuante e integrado ao Legislativo. Forte ressaltou a experiência adquirida na área orçamentária — com passagens como relator da LDO e atuação como servidor da Casa — para sustentar a ideia de um tribunal que funcione também como assessor estratégico do Parlamento.
O parlamentar criticou a condução atual da execução orçamentária e apontou a lentidão na implementação de programas como problema concreto para a população, citando áreas sensíveis como hospitais e saneamento. Entre os pontos destacados, estão as distorções na execução das emendas parlamentares e o elevado volume de restos a pagar, que, na avaliação de Forte, exigem fiscalização mais firme e independência do Tribunal para corrigir falhas e garantir transparência onde há dinheiro público.
A proposta de maior proximidade entre Congresso e TCU tem efeitos políticos e institucionais diretos. Para além do jargão tecnocrático, trata-se de pressão por mecanismos que acelerem a entrega de obras e serviços e reduzam ineficiências. Ao mesmo tempo, a cobrança por autonomia e rigor pode provocar atrito com o Poder Executivo, ao expor decisões e retardamentos que hoje permanecem opacos, e aumentar o custo político de projetos mal executados.
Na sabatina, Forte buscou afastar motivações identitárias ou partidárias e pediu critérios institucionais para a escolha. O recado é claro: a expectativa é por um TCU que não se limite a revisões formais, mas que atue preventivamente para fortalecer a responsabilidade fiscal e garantir que os recursos aprovados pelo Parlamento cheguem efetivamente à população. Resta ver se a Corte e os parlamentares transformarão esse apelo em medidas concretas de fiscalização e transparência.