A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, mostra um quadro de alta rejeição para os dois principais nomes da disputa. Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados disseram rejeitar Flávio Bolsonaro (PL) e 45% rejeitam Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 3% afirmaram rejeitar ambos os candidatos e 6% disseram não rejeitar nenhum dos dois. O estudo ouviu 2.520 eleitores entre 20 e 22 de outubro e tem margem de erro de dois pontos percentuais; está registrado no TSE sob o protocolo BR-09709/2026.
No confronto direto de votos válidos, a pesquisa indica empate técnico: 50% para Flávio e 50% para Lula. Já nos votos totais — que incluem brancos, nulos e indecisos — Flávio aparece com 47% e Lula com 46%; brancos e nulos somam 5% e os indecisos 2%. A aproximação entre os números, dentro da margem de erro, mantém a disputa apertada e reforça a relevância da mobilização de eleitores e do desempenho nas semanas finais.
O levantamento também registra uma ligeira melhora na avaliação pessoal de Lula: 49% aprovam a gestão e 48% desaprovam, o primeiro saldo favorável ao presidente desde 23 de julho. Em comparação com o último Datafolha, a rejeição de Flávio subiu de 44% para 46%, enquanto a de Lula recuou de 46% para 45%. Esses movimentos modestos mostram que, embora a polarização permaneça, há dinâmica no eleitorado que pode ser decisiva em um cenário de empate técnico.
Do ponto de vista político, a pesquisa acende alerta para as campanhas. Números de rejeição elevados para ambos os lados complicam a narrativa de vitória consolidada e elevam o custo político de erros e de mensagens que ampliem a rejeição. Para governistas e opositores, o desafio é reduzir impermeabilidade entre eleitores que hoje rejeitam um dos nomes, ao mesmo tempo em que se busca converter indecisos e combater o voto em branco e nulo. O levantamento é retrato do momento, não previsão; mas deixa claro que a eleição continua aberta e sensível à capacidade de cada campanha de minimizar rejeição e ampliar a base de apoio.