O Datafolha divulga neste sábado (24/10) a última pesquisa de intenção de voto para o segundo turno presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento foi realizado em 23 e 24 de outubro, com 4.050 entrevistados, e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O estudo está registrado na Justiça Eleitoral com o código BR-09540/2026; a estatística responsável é Renata Nunes Cesar.
O trabalho foi contratado pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo ao custo de R$ 461.462,40. A divulgação ocorre um dia antes da votação marcada para domingo (25/10) — um momento em que pesquisas têm papel político direto, ao orientar mensagens finais, esforços de mobilização e a disputa por indecisos e abstenções.
Na rodada anterior do Datafolha, divulgada em 22/10, Lula e Flávio apareciam empatados nos votos válidos (50% cada, considerando arredondamento). Nos votos totais — que incluem brancos, nulos e os indecisos segundo a metodologia do instituto — Flávio tinha 47% e Lula 46%. A margem de erro de 2 pontos mantém esse quadro como estatisticamente apertado.
O timing e a janela de erro transformam o levantamento em um retrato volátil, não em uma previsão definitiva. Se os números divulgados confirmarem vantagem de Flávio nos votos totais, isso amplia a pressão sobre a campanha de Lula e reforça a necessidade de estratégias de última hora. Do outro lado, qualquer recuperação marginal por parte do petista reduziria o espaço político do adversário para consolidar narrativa de vitória.
Independentemente do número final, a pesquisa deve influenciar decisões práticas: onde concentrar esforço de rua, quais mensagens priorizar e quanto apostar em mobilização de base. Para eleitores e operadores políticos, o recado é claro — a eleição permanece indefinida e a participação no domingo será decisiva.