Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (3/10) mostra mudança de cenário nos maiores colégios eleitorais do país: o senador Flávio Bolsonaro assume liderança em São Paulo e aparece numericamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais. No Rio de Janeiro, Flávio mantém vantagem. O levantamento entrevistou 4.006 pessoas e tem nível de confiança de 95% (registro TSE BR-01708/2026).

Considerando votos válidos, o senador subiu de 41% para 45% no primeiro turno, enquanto Lula oscilou de 40% para 39% desde a última pesquisa, feita em 1º de outubro. Em relação aos votos totais, Flávio foi de 39% para 42% e Lula de 38% para 36%. Na simulação de segundo turno, o levantamento registra avanço de Flávio para 50% ante 41% de Lula, contra 48% a 45% na pesquisa anterior — sinais que reforçam a competitividade do cenário eleitoral.

Em São Paulo, o maior colégio eleitoral, a liderança de Flávio altera o mapa de prioridade das campanhas: o avanço no estado impõe à oposição a necessidade de revisão de estratégia e alerta sobre fragilidades na operação petista. Em Minas, o empate técnico (44% a 44% em votos válidos) transforma um tradicional campo disputado em ponto de pressão para o governo; a projeção local de segundo turno também dá vantagem a Flávio, que passou de 44% para 47%, enquanto Lula caiu de 48% para 45%.

No Rio de Janeiro, Flávio manteve desempenho sólido: 46% dos votos totais no primeiro turno (ante 45% antes) e 48% em votos válidos, contra 38% e 40% de Lula, respectivamente. A projeção de segundo turno no estado indica 51% para Flávio e 41% para o petista, reforçando a importância do eleitorado fluminense para a campanha do senador.

Os números do Datafolha não são uma previsão definitiva, mas um retrato do momento que, pelo timing — a coleta ocorreu dois dias após o cancelamento do debate presidencial na TV Globo —, tende a ser lido por partidos e mercados como indicador de mudança de dinâmica. Para o governo, a pesquisa acende alerta e complica a narrativa oficial ao expor perda de espaço em três colégios-chave; para a oposição, confirma que a disputa segue aberta e exige ajuste na estratégia, mobilização e foco em coalizões nos estados decisivos.