O levantamento do instituto Datafolha, divulgado nesta quinta-feira (24), mantém o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente das intenções de voto para o primeiro turno, com 40% contra 36% do senador Flávio Bolsonaro (PL). O psicoterapeuta Augusto Cury (Avante) aparece com 5%. Em relação à pesquisa anterior, Lula sobe um ponto (de 39% para 40%), Flávio permanece estável em 36% e Cury recua um ponto, de 6% para 5%. O trabalho ouviu 2.002 eleitores presencialmente entre 22 e 24 de setembro e está registrado na Justiça Eleitoral sob o código 00304/2026; a margem de erro é de dois pontos percentuais.

No segundo turno o cenário segue apertado: Lula marca 47% e Flávio 45%, resultado que configura empate técnico dentro da margem de erro. Esse placar confirma que, mesmo liderando no primeiro turno, o presidente enfrenta uma disputa muito competitiva no confronto direto, onde pequenas migrações de voto podem decidir o resultado final.

Politicamente, os números transmitem mensagens claras para as campanhas. Para o governo, a liderança no primeiro turno não pode ser interpretada como conforto eleitoral: o empate no segundo turno acende um sinal de alerta e exige foco na transferência de votos de candidatos menores e na manutenção da coalizão. Para Flávio Bolsonaro, a estagnação em 36% indica força para chegar ao segundo turno, mas também a necessidade de ampliar o apelo além do núcleo duro do bolsonarismo para tentar reverter o quadro.

O retrato do Datafolha é uma fotografia do momento — válida, mas suscetível a variações numa disputa definida por margens apertadas. A combinação de empate técnico no segundo turno e a presença de candidatos com votos remanescentes reforça a importância das estratégias de convencimento e turnos de campanha decisivos. Em resumo: o cenário para 2026 permanece competitivo e exige movimentos táticos de ambos os lados.