A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, registra uma inversão simbólica: a aprovação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a 49%, contra 48% de desaprovação. É a primeira vez desde 23 de julho que o saldo pessoal fica favorável ao petista, mas a vantagem é mínima e circunda a margem de erro.
No entanto, a percepção sobre a gestão federal continua desfavorável: 39% classificam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 36% o veem como bom ou ótimo. A distância entre avaliação pessoal e avaliação da administração aponta uma dissociação que pode ter impacto direto na narrativa eleitoral e na capacidade do Planalto de transformar popularidade em apoio institucional.
O levantamento foi feito de 20 a 22 de outubro, com 2.520 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais. Em uma semana houve variação pequena: a aprovação pessoal subiu um ponto e a desaprovação recuou dois pontos em comparação ao levantamento anterior. Já a avaliação ruim/péssima do governo caiu de 41% para 39% — melhora modesta, dentro do intervalo de oscilação esperado.
Politicamente, os números acendem sinal de alerta para a oposição e aliviam apenas parcialmente o Palácio do Planalto. A diferença estreita e as avaliações conflitantes mantêm a disputa de 2026 em aberto: para o governo, o desafio é transformar recuperação de imagem pessoal em ganho consistente de percepção sobre resultados; para adversários, a margem curta indica oportunidades para explorar desgastes setoriais e consolidar críticas ao desempenho administrativo.