A nova pesquisa Datafolha revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro na corrida presidencial de 2026: 40% a 31% no primeiro turno, uma diferença de nove pontos. O levantamento vem na esteira da repercussão do caso chamado “Dark Horse”, relacionado ao pedido de R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro.
O impacto aparece também no segundo turno: Lula sobe para 47% contra 43% de Flávio, após o episódio que entrou no debate público. Segundo o instituto, 64% dos entrevistados disseram ter ouvido falar do caso, e o mesmo percentual avaliou que o senador agiu de forma errada — sinais que ampliam desgaste e complicam a narrativa oposicionista em um momento de formação de alianças.
Na semana anterior o cenário era mais apertado — 38% para Lula e 35% para Flávio — o que evidencia os efeitos da crise sobre a intenção de voto. Na pesquisa espontânea o presidente aparece com 28% e o senador com 17%. Atrás deles ficam nome menores, como Ronaldo Caiado (4%) e Romeu Zema (3%). A rejeição a Flávio atinge 46%, contra 45% de Lula; Michelle Bolsonaro registra 31%.
A leitura política é direta: o episódio gera pressão sobre o comando da oposição e exige resposta estratégica do PL, sob risco de ampliar perda de capital político e dividir alternativas como a promoção de Michelle. Mesmo isolado como principal nome do campo anti‑petista, Flávio enfrenta agora uma combinação de aumento de rejeição e necessidade de conter desgaste. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios entre 20 e 21 de maio e foi registrada no TSE sob BR-07489/2026.