Pesquisa Datafolha concluída entre 12 e 13 de maio mostra empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno: 45% para cada um. O levantamento, porém, foi finalizado antes da repercussão das conversas publicadas pelo Intercept Brasil em que Flávio solicita R$ 134 milhões ao empresário Daniel Vorcaro para suposto custeio do filme Dark Horse.
Além do empate no segundo turno, a sondagem aponta Lula na liderança da espontânea (27% contra 18% de Flávio) e mostra recortes em que o presidente amplia vantagem sobre Romeu Zema e Ronaldo Caiado (46% a 40% e 46% a 39%, respectivamente). A pesquisa também traz índices de rejeição elevados: 47% para Lula e 43% para Flávio, e registra alto conhecimento dos dois nomes entre eleitores.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro no TSE sob o código BR-00290/2026. Por se tratar de um retrato do momento, os números não antecipam efeitos das novas revelações: a divulgação dos áudios amplia pressão sobre a candidatura associada ao bolsonarismo e pode complicar a narrativa política que vinha construindo Flávio como alternativa competitiva em 2026.
Do ponto de vista eleitoral, a pesquisa acende alerta para ambos os lados: Lula mantém vantagem contra outros adversários, mas a rejeição alta limita a folga; para Flávio, o empate técnico antes das denúncias mostra potencial eleitoral, ao mesmo tempo em que deixa pouca margem para choques de imagem em cenário de alta exposição mediática.