A pesquisa Datafolha divulgada na véspera das eleições mostra o embate Lula x Flávio tecnicamente empatado no segundo turno: 47% para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 46% para Flávio Bolsonaro (PL). A diferença encontra‑se dentro da margem de erro de dois pontos, o que transforma o resultado em retrato incerto e de alto risco para ambos os lados na reta final.
Comparado ao levantamento anterior, a vantagem do petista encolheu — há dois dias Lula aparecia com 48% contra 45% de Flávio — sinal de oscilação que pode ter impacto simbólico e prático na mobilização do eleitorado. Branco, nulo e nenhum permanecem em 6% e os indecisos subiram para 2%, contra 1% no dia 1º de outubro, segundo o Datafolha.
No primeiro turno, Lula lidera entre votos válidos com 45% ante 42% de Flávio, enquanto, na conta de intenções totais, registra 42% contra 40% do senador. O levantamento ouviu 4.006 eleitores entre 29 de setembro e 1º de outubro, foi encomendado por Folha de S.Paulo e TV Globo e está registrado no TSE (BR-01708/2026). Esses números são um instantâneo, não uma previsão fechada.
Politicamente, o cenário é de pressão. Para o campo governista, a redução da margem exige foco na mobilização e na narrativa que converta intenção em comparecimento. Para a oposição, a proximidade dos índices reforça a aposta em captar indecisos e em intensificar a adesão de eleitores que votaram em outros nomes no primeiro turno. Em ambas as frentes, o papel da taxa de comparecimento pode ser decisivo.
A leitura para 2026 é dupla: por um lado, a estagnação ou queda de um ponto percentual expõe vulnerabilidades na estratégia de comunicação; por outro, a ascensão relativa de Flávio sinaliza capacidade de crescimento até o fechamento das urnas. O resultado deixa a eleição aberta e pressiona campanhas a atuarem com velocidade e precisão nos próximos dias.